quinta-feira, 30 de junho de 2011

ISTO É SER POETA

É ser canção nómada
Voando de boca em boca
É a voz do som e da emoção
Ruído que faz arrepiar
E toda a terra girar
É movimento e folia
É ritmo, que nunca pára
É manjar de bom leitor
È originalidade e autor
É palavra repetida
De incentivo ao amor
É expressão da boca
Enviada p`lo coração
Sensibilidade presente
Na prosa e na rima
Na tela e na escultura
É palco e movimento
É aplauso, repetido
É cultura permanente
Hoje, manhã
E sempre!

AUTOR MANUEL JOÃO CRISTINO

FIM DAS ESTAÇÃOES

Secaram os rios
E a frescura do orvalho
Secou com eles
As arvores rugosas
Que eram viçosas
Perderam as folhas
Flores caprichosas
Envergonhadas
Arrancaram as pétalas
E jogaram no vento
Todos os batráquios
Desapareceram da terra
E eu em decadência
Vou recordando
Todo esse tempo
Que por mim passou
Com tantas estações
Trocadas, baralhadas
De flores sorrindo
Sem ter perfume
De sol a brilhar
Sem ter calor
De luar triste
Sem ter magia
E de tanto amor
E tanta melodia
A brotar da terra
Em doce poesia

AUTOR MAUNUEL JOÃO CRISTINO

FLORES, QUE PARECEM GENTE!!!

Nasceram da mesma forma
Sem terem regra nem norma
Para da terra eclodir
Passam o tempo a sorrir
Olhando-se constantemente
Parecem rostos de gente
A brilhar de noite e dia
Em tudo têm magia
São verdadeiros pombinhos
Entre abraços e beijinhos
Recordam tempos passados
Quando eram namorados
Mas impedidos de o ser
Pois decidiram morrer
Que se deixarem de amar
Querendo o amor continuar
Na forma de uma planta
O mundo hoje até se espanta
Ao ver que as lindas flores
Vão exibindo os valores
Que é pertença dos humanos
Para desfazer enganos
Vou-lhes aqui explicar
Que não os deixaram amar
Por ela ser rica e nobre
E ele nada ter, ser pobre
O dinheiro mais uma vez
Interveio, matou, desfez
A felicidade e o amor
Actuou com despudor
Contra esta dupla vontade
Contra o amor e a verdade
Dos donos deste valor
Dêem liberdade ao amor
Abandonem o egoísmo
E todo o paternalismo
Façam hino á liberdade
Com respeito p`la vontade
De quem deve decidir
P`ra ver o mundo sorrir
Entre toda humanidade

AUTOR MANUEL JOÃO CRISTINO

segunda-feira, 27 de junho de 2011

SENTIMENTO OCULTO

Vou deixar tudo p`ra ti
Os meus romances de amor
Que tu mesma me inspiraste
Deixo-te todos os poemas
Escritos pensando em ti
Quadras, poemas e baladas
E minha prosa sem nexo
Atenta ao meu acenar
O ultimo da despedida
Corre não percas tempo
Invade o meu atelier
Rebusca meus arquivos
Folheia os meus livros
Apodera-te de tudo
Sem pensar em mim
Nem esboçar meu nome
E de alegre-alivio
Grita bem alto
Tudo que era teu
Agora é meu
Era só isso
Que de ti
Esperava

AUTOR MANUEL JOÃO CRISTINO

EU ME CONFESSO

Confesso, que sou impiedoso, ao escrever
Carrego sem dó, sobre o papel indefeso
Estrangulo a caneta, até faze-la, esvair-se
E sem piedade, arrasto-a, a verte seu sangue

Torturo o meu cérebro, até á exaustão
Exigindo-lhe, que me diga, o que não sabe
Espolio as letras e, adultero as palavras
Uso e abuso de tudo, a meu belo prazer

E torturo e escravizo até, a minha língua
Quando escrevo poesia, usando a métrica
Torturo, o saco do lixo, por incompetência
Daquilo que escrevo, por ambição utópica

E para lá, de todo o mal que faço, quando escrevo
Ainda roubo, as palavras, que vou enxertando
Sem nunca, conhecer bem, seu verdadeiro dono
Aqui me curvo, pedindo desculpa, a todos lesados
Se é que eles existem? Nalgum lugar por ai!!!

AUTOR MANUEL JOÃO CRISTINO

terça-feira, 21 de junho de 2011

EU QUERIA DESFRUTAR MAIS

Hoje me queria perder
Dentro da tua vastidão
P`ra poder compreender
Como bate teu coração

Queria contigo dançar
A mostrar tua beleza
Esse charme de encantar
Que te dá essa nobreza

Eu queria, manjar teus beijos
Em cama de devaneios
Para matar meus desejos
E serenar meus anseios

E contigo pernoitar
Toda a noite sem dormir
Jogando ao jogo de amar
Sem nada nos impedir

Eu queria desfrutar mais
Desse teu corpo escaldante
Ouvindo gemidos e ais
Enquanto for teu amante

AUTOR MANUEL JOÃO CRISTINO

sábado, 18 de junho de 2011

TENTAÇÃO DE AMOR

Ah! Nesta Minha vontade
Muita força muito crer
Esta chama esta saudade
De não te poder esquecer
È só vir o entardecer
Ao ver o sol se ir deitar
Volto de novo a sonhar
Desejando de te ver
Para nos teus olhos ler
Tudo que eles escondem
E porque não me respondem
Quando te olho encantado
E que fico enamorado
Com teus dotes de beleza
Tu és Rainha e Princesa
Deste meu reino mental
Lendo teu mapa corporal
De coração apertado
Parece que fui condenado
Por tanto de ti gostar
Quando me vás libertar
Senhora dona de mim
Quero viver mesmo assim
E voltar á primavera
E voltar a ser quem era
Contigo de braço dado
Para sempre enamorado
Numa dança encenada
De felicidade alcançada
A beijar a tua boca
Declamando poesia louca
Com palavras de paixão
Fazer crescer a tenção
De nossos corpos unidos
De preconceitos despidos
P`ra se fundirem os dois
Passando a ser depois
Os chamados dois em um
Sem lugar p`ra mais nenhum
Neste mundo de nós dos dois
P`ra que possam ver depois
Que tudo que é meu é teu
E sem nenhum ressentimento
Já que o passado morreu

AUTOR MANUEL JOÃO CRISTINO