domingo, 15 de maio de 2011

O TEMPO

Diz-me lá tempo, que poder é o teu?
Dás-me vida e alegria, para vencer
Depois, doenças e mal, para morrer
E porque traças tu… O destino meu?

Contigo, já todo o mundo, aprendeu
Que sem tempo, nada pode fazer
Faltando apenas, poder compreender
Donde veio tal poder e quem, te o deu?

És tempo, soberano e decisor
Tu julgas, desigual e sem pudor
Usando o teu poder, de ser mais forte

És Juiz implacável a decidir
Sem boca, nem olhos e sem ouvir
Decides, de qualquer forma, até a morte

AUTOR MANUEL JOÃO CRISTINO

não deixar o tédio me destroir

Em muitos momentos, quero partir
Como cobra, rastejando p´lo chão
Esquecer-me, desta rude ilusão
De quanto contigo, quis dividir

Nunca deixar o tédio, me destruir
Nem a raiva, invadir meu coração
Dar á minha vida, outra dimensão
Procurando outro sol, para sorrir

O meu peito, já é resistente á dor
E a tudo quanto restou, do teu amor
E também, á raiva e desilusão

Tenho a doença crónica, que curar
Tenho que outro novo amor, conquistar
P´ra libertar de vez, meu coração

AUTOR MANUEL JOÃO CRISTINO

Revolta surda e muda

Na solidão silenciosa, eu esperei
Numa densa escuridão, até ser dia
Querendo, ver a estrela, que te guia
Essa estrela, que sempre, procurei

Dos fantasmas da vida, eu já cansei
Vivendo sem teu amor, minha agonia
Já fiz da tristeza minha alegria
Esquecendo tudo, que então sonhei

Revolta surda e muda, que me mata
Desilusão, desta vida tão ingrata
Onde me sinto só, longe do mundo

Viajo por galáxias, em mar aberto
Neste mundo árido, como o deserto
Onde eu já naufraguei, sem ir ao fundo

AUTOR MANUEL JOÃO CRISTINO

numa noite de estrelas

Numa noite de estrelas, enfeitada
A beleza do Céu, contagia a gente
Enquanto o sol, se mantiver ausente
Parece a noite, que foi enfeitiçada

Deixando de brilhar, desencantada
Pois tudo se transformou, é diferente
Aquilo que é proibido, é mais frequente
A coberto, da noite envergonhada

A noite vê tudo, sem espreitar
Atenta, sobre a terra, sobre o mar
É a dona, dos segredos desta vida

E o sol, que já brilhou durante o dia
Perdeu agora, toda a sua hegemonia
Parecendo que a terra, foi esquecida

AUTOR MANUEL JOÃO CRISTINO

Quero-te sempre em tela cheia

Já terminou o dia, a noite então chegou
Agora mudou, todo aspecto e cor
Tudo perdeu, beleza e seu esplendor
Á medida que a noite se instalou

Todo o brilho do sol, se envergonhou
Perante o cenário, multicolor
Dando lugar, ao medo e ao pavor
Nesta terra, por onde o breu passou

Dia e noite, dividem tudo, entre si
Beleza, esplendor, medo e breu a fifty
Honrando o compromisso, com nobreza

Quero-te sempre em tela natural
Na cor e nas regras, ser sempre igual
P`ra eu poder gritar, viva a natureza!

AUTOR MANUEL JOÃO CRISTINO

sonhos

Tento sonhar, ver meu mundo perfeito
Em qualquer noite brilhante, de luar
Descer anjos do Céu, p`ra me ajudar
A formar este mundo, do meu jeito

Só assim, eu viveria mais satisfeito
Se um mundo novo, pudesse talhar
Para pobre e rico, ter seu lugar
E ao servilismo, nunca estar sujeito

Eu queria, ver jardins em todo olhar
E no mar, nascer flores a flutuar
E a vida igual á pedra, não morrer

P`ra ser historia, duma só leitura
Intransigente, na forma e figura
Resistir sempre, nunca se render

AUTOR MANUEL JOÃO CRISTINO

domingo, 1 de maio de 2011

QUERO FICAR A TI LIGADO

Eu quero tudo que é teu
O teu jeito e o teu charme
O teu sorriso cativante
Tua escultura elegante
Tua alegria e teu viver
Mais teu livro de saber
Como enciclopédia real
Quero-te nua e natural
Como nasceste um dia
Sem adornos ou fantasia
Mas como o sol mais brilhante
Quero-te como minha amante
E ser por ti contagiado
Quero ficar a ti ligado
Para seguir os teus passos
Dar-te beijos e abraços
No meio da multidão
E dar-te ai meu coração
Como prova testemunhal
Sempre no bem e no mal
Estar contigo envolvido
Como amante ou marido
Pouco me importa saber
Eu nunca te vou esquecer
Enquanto houver mundo e vida
No meu peito já tens guarida
Onde serás eternizada
Como a mulher mais amada
De todas as que eu amei
O que se passou não sei
Talvez fosse enfeitiçado
Para ficar do teu lado
Como eu sempre sonhei

AUTOR MANUEL JOÃO CRISTINO