sábado, 25 de dezembro de 2010

Eu podia ser alguém mas nada sou

Eu podia ser alguém mas nada sou
Se o mundo fosse um pouco diferente
Deste mundo que tudo me negou
Como se eu fosse tudo menos Gente

Foi uma vida inteira que não vivi
Sem ter noção do tempo que passava
E eu cego por viver nunca senti
Tudo quanto no dia a dia me faltava

Pois todo este vazio que me afectou
Veio-me dizer que hoje não sou ninguém
Por tudo que sonhei me ser proibido

Renego todo o tempo que passou
Quero esquecer o mal fazendo o bem
P`ra que a vida me faça outro sentido

AUTOR
Manuel João Cristino

De muito longe vem o eco

De muito longe vem o eco
Duma voz que por mim chama
Será voz de quem me odeia
Ou é a voz de quem me ama

Esses que tanto me odeiam
Gritam por mim com rancor
Tentando assim me enganar
Com seu ódio por amor

Ao contrario os que me amam
Chamam por mim com doçura
Demonstrando no momento
O seu amor e ternura

Eu tenho na consciência
Que por alguns sou amado
E não consigo compreender
Porque também sou odiado

Uns falam e outros gritam
Numa mesma situação
Gritam uns de desespero
E outros de satisfação

Entre o ódio e o amor
Há sempre gente metida
Uns dão a vida por outros
E outros lhe roubam a vida

AUTOR
MANUEL J CRISTINO

Chegam de longe

Chegam de longe
Palavras reais…Celebres e imortais
Vêm sem cérebro, sem boca, sem rosto,
Mas têm origem, e uma autora,
É ela, que as envia para mim
E nelas se pode ler,
Força, carinho, ternura
Que me chegam por E-mail
Como por acto de magia,
Falam de raiva e de dor,
De frustração e desilusão,
De amigos e inimigos,
E até de amor,
Distribuem beijos e abraços,
Para o mundo inteiro,
Que me deixam emociono e encanto,
Com sua vastidão e beleza
Respiro fundo
Para gritar baixinho,
Quero-te ver amiga,
Quero-te devolver, em beijos,
Em numero equivalente,
Ás tuas frases únicas,
Quero escutar a tua voz,
E ouvir o teu respirar,
Afagando teu rosto,
Com minhas mãos nobres e puras,
A conter todos os meus desejos,

Faço de tudo isto, um arquivo em meu peito,
Onde todas frases e palavras, são arquivadas,
E para sempre também, imortalizadas!

A rever tudo que nelas á de perfeito
Mais todo o valor dessa mente sonhadora
E a inegável, coragem da sua autora!


AUTOR
MANUEL J CRISTINO

As letras que vou escrevendo

As letras que vou escrever
Serão as mais puras flores
Que vou plantar por dever
No jardim dos meus amores

Com as letras tudo faço
Com letras tudo prevejo
Faço mãos com que abraço
E lábios com que vos beijo

Com as letras tudo é dito
Com as letras sorrio e choro
Com as letras falo e grito
Com as letras vos adoro

Com letras me manifesto
Do que mais gosto ou odeio
Do que não gosto protesto
E do que gosto eu anseio

Há nas letras confidência
A quem eu confesso tudo
E nos momentos de ausência
Eu não falo fico mudo

Vão letras em meu lugar
Por onde eu não posso ir
Vão por mim falar cantar
Vão por mim chorar e rir

Vão letras vão visitar
Vão dar abraços e beijos
Vão vocês em meu lugar
Matar todos meus desejos

AUTOR
MANUEL J CRISTINO

Amo você porque sonho

Amo você porque sonho
Ter a força de um vulcão
Limites nunca proponho
Isso cabe ao meu coração

Sou cascata de alto mar
Sou a força da loucura
Que á muito anda a espreitar
Tua nobre formosura

Pinto quadros com flores
Por minha mão esculpidas
Que baptizo de amores
Onde caibam nossas vidas

Faço meus filmes virtuais
Apenas com dois autores
Pois neles não cabem mais
Que estes nossos dois amores

Eu sinto estranho desejo
Que me vai no pensamento
É só pensar dar-te um beijo
Começa o meu sofrimento

Pinto quadros de ilusão
Onde me retrato depois
Lá pinto o meu coração
Á medida de nós dois

Vou no campo procurar
Entre flores agrestes
Essas cores de encantar
Que trazes nas tuas vestes


Autor
Manuel J Cristino

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

para ser um bom fadista

Para ser um bom fadista
Tem que ter alma de artista
Com sentimento apurado
É cantar e estar atento
P`ra sentir o sentimento
Que vive dentro do fado

Será sempre original
Por ser made em Portugal
É para noz uma riqueza
Cantado a nossa maneira
É homenagem verdadeira
Á guitarra Portuguesa

Chora guitarra a tocar
Para que eu possa cantar
Esta canção do passado
Dar vida a esta quimera
Legada pela Severa
A grande Rainha do fado

Tantas vozes do passado
Que andaram cantando o fado
P`ra nosso Pais divulgar
Com a sua divulgação
Mostraram que esta nação
É Portugal a cantar

O fado é o embaixador
De Portugal no exterior
Onde é cantado com garra
Mostrando ao mundo inteiro
A razão de ser pioneiro
De chorar com a guitarra

AUTOR

MANUEL JOÃO CRISTINO

Um de novembro dia de recordar

Um de Novembro, dia de recordar
A memoria, da dor e da saudade
Descer as entranhas, da eternidade
Levar-lhe, um jardim florido e chorar

No silêncio do paraíso, gritar
Estrangulem! A dor que não morreu
A que se mantém viva, a dor do breu
A que me persegue e, quer silenciar

Eu fecho meus olhos, p`ra te ver Pai
E tão longe, que minha visão vai
Ao inverter a regra, que ditou a vida

Ainda hoje te vejo, como vi outrora
Não aceito que partas, ou Vaz embora
E enquanto eu viver, vou adiar-te a partida

AUTOR MANUEL JOÃO CRISTINO