terça-feira, 28 de dezembro de 2010

EU JÁ SINTO A ESPERANÇA ME FUGIR

Eu já sinto, a esperança me fugir
Sem alcançar, o amor que procurei
Amor, verdadeiro com que sonhei
Como uma flor fechada, ao crer abrir

Perdi toda, a vontade de sorrir
Esqueci-me, das canções que eu cantei
Das flores e beijos, que te não dei
E quanto, contigo quis repartir

Agora, passo o tempo a meditar
Em muitas, outras formas, que á de amar
Diferentes, da força de atracão

Ou será, que amar á minha maneira
Já não acende, a chama de uma fogueira
De qualquer, um faminto coração

AUTOR MANUEL JOÃO CRISTINO

no luar á uma magia que nos seduz

No, luar á uma magia que me seduz
Quando ele, vem tocar meu coração
Sou seduzido, pela sua atracão
Da pálida beleza, da sua luz

No luar, há mitos e à, lendas de amor
Descritos pelos velhos, com paixão
Envoltos, de grande superstição
Ao falar, desse Astro dominador

Vem luar lindo, mostrar-te como tu és
Traz rosas de cor, como da paixão
E volta a minha rua, beija-me os pés

Banha-me dessa tua luz, tão sensual
Vem a cantar-me a tua, muda canção
E a falar, do teu poder Universal

Autor Manuel João Cristino

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

FUI FAZER UMA LIGAÇÃO

FUI FAZER UMA LIGAÇÃO
AO BURACO DA TOMADA
FOI GRANDE A DESILUSÃO
A FICHA NÃO DAVA NADA

Eu sou muito experiente
Neste tipo de ligações
E tenho boas condições
Não sou mais um inocente
Vivo alegre e contente
Com toda a minha ambição
Tenho perfeita noção
De como a ficha ligar
P´ro sonho concretizar
Fui fazer uma ligação

Quando á tomada liguei
Senti falta de energia
Perdi alguma alegria
Mas nunca desesperei
Confesso que ainda pensei
Dar a missão terminada
Desistir sem fazer nada
Eu nem podia pensar
Já que a meta era ligar
Ao buraco da tomada

A minha mulher bem viu
O esforço que eu fazia
Perdeu alguma alegria
Mas até troçou e riu
Pois a tudo ela assistiu
Sem qualquer intromissão
A seguir disse-me então
Acabou o teu reinado
Nem a ficha dás ligado
Foi grande a desilusão

Apenas Deus é culpado
Já que a força me tirou
Só a ideia me deixou
Para me ver baralhado
Nunca posso ser culpado
De ter a ficha avariada
Ou até de estar cansada
Por tudo que já passou
Será mesmo que acabou
A ficha já não da nada

AUTOR MANUEL J CRISTINO

O TEU RISO É DESVAIRADO

O TEU RISO É DESVAIRADO
TODA A HORA ME TORTURA
POR SER DESIQUILIBRADO
ATÉ PARECE LOUCURA

Tu ris por tudo e por nada
Sem ter razão aparente
Contagiando a gente
Com essa tua rizada
Que mesmo sem saber nada
Do que se tenha passado
Ficamos rindo ateu lado
Sem de nada perceber
Por isso tenho que dizer
Teu riso é desvairado

Ris de coisas sem ter graça
P´ra fazer os teus festins
Mesmo de coisas ruins
Tu fazes a tua chalaça
Aproveitas a desgraça
P´ra manter essa postura
Desse riso com fartura
Que as vezes te fica mal
Por ser assim anormal
Toda a hora me tortura

Ris do rico e poderoso
Do pobre e do aleijado
Ris de tudo em todo o lado
E até ris do mafioso
Do maltrapilho ou vaidoso
Sem negar o teu passado
Que é de riso exagerado
E tão pouco habitual
Parecendo mesmo anormal
Por ser desequilibrado

Toda a vida ouvi dizer
Que cara de muito riso
Tem sempre pouco juízo
E é dificil de entender
Equivalendo a dizer
Que o dono desta postura
Sofre de mal sem ter cura
Sendo feliz no seu viver
Mas eu vou sempre dizer
Até parece loucura

AUTOR MANUEL JOÃO CRISTINO

Era tudo virtual quanto imaginava

Era tudo virtual…Quanto imaginava,
Nessa falésia…Sobranceira ao mar,
A onde eu passava…O tempo a meditar,
Nesses sonhos austeros… Que sonhava.

Certo dia passou lá…Quem mais amei
A exclamar! Beija-me poeta… Sem pejo
Apaga meu calor… Com teu desejo!
Surpreso e incrédulo…não lhe liguei

Ao ver-me perturbado…Sem reagir
O seu aspecto febril…Perdeu seu rir
E murmurando baixinho…Exclamou

É melhor…Eu seguir o meu caminho
E a caminhar ia dizendo…Baixinho
Tua chama de outrora… Já se apagou!

AUTOR MANUEL
JOÃO CRISTINO

sábado, 25 de dezembro de 2010

Venha silêncio

Venha silêncio
Muito silencioso
Eu gosto de silêncio
Para mais pensar e meditando
Só no silêncio
Eu vejo o invisível
Ouço o inaudível
Sinto o insensível
E serro os olhos
Para te ver meu amor
E sussurrar ao teu ouvido
Sobre duplo ofegar
Para sentir de novo
Os arrepios, o calor e frio
Ao som das batidas
De dois corações unidos
Beijar-lhe da testa aos pés
A dançar contigo
No crepitar das vagas
Do indomável mar salgado
Subir ao cume E vereaste
E lá bem no cimo, próximo do Céu
Continuar a dançar contigo
Ao som da cadencia pautada
P`lo contar das estrelas
Uma, duas, três, quatro, etc.
Até ao rompe da aurora
Exausto desnudar-te
E comendo esta ânsia
De te querer tanto
Lamber o teu corpo
De suor de orgasmo
E adormecer erecto
No mais profundo silencio
Do silencio absoluto!

AUTOR
MANUEL J CRISTINO

Vejo o sol, mergulhando sobre a água

Vejo o sol, mergulhando sobre a água
No horizonte, o cenário é de encantar
O sol em silêncio, fala com mágoa
A protestar, por dar beleza ao mar

As vozes mudas, que se erguem no luar
Lembram lendas, de coisas, encantadas
Que o tempo não esquece, sem recordar
Historiais, de tantas coisas passadas

Mas tantos segredos, contos e lendas
E tantos dramas, lutos e contendas
Tanta gente, arrogante e tão audaz

Resta apenas, coragem e atitude
Contra o mar, altivo, arrogante e rude
Por manter em segredo, o mal que faz

AUTOR
MANUEL J CRISTINO