quinta-feira, 7 de julho de 2011

SONHADOR

A pensar te vou beijando
Pensando não te esquecer
A pensar eu vou sonhando
Em momentos de prazer

A pensar vou-te escrevendo
Cartas de amor desejado
Só de pensar vou vivendo
Tudo que tenho pensado

Não se trata de ambição
Meu pensamento de empenho
São coisas do coração
Que no meu cérebro retenho

Eu penso em tudo que quero
Isso é a minha ambição
Mas se não alcanço espero
Ordens do meu coração

Penso sempre obedecer
Ás ordens emocionais
Simulo assim não te crer
Para depois te crer mais

AUTOR MANUEL JOÃO CRISTINO

NESTA GUERRA DE PRAZER

Mas que mulher desvairada
Que nunca esta saciada
Sempre gulosa e fugaz
Por vezes sou incapaz
De atender ao seu desejo
Basta eu lhe dar um beijo
P`ra ficar electrizada
Fica logo arrebitada
Não a sei compreender
Logo começa a gemer
E a tremelicar-lhe a boca
Por momentos fica loca
Com ruídos alucinantes
Durante alguns instantes
Sou um farrapo usado
Mesmo que esteja cansado
Não me deixa repousar
Até parece um azar
Suporta-la a toda hora
Delira tal como chora
Seja na cama ou no chão
Com muita agitação
Nos unimos dand`um nó
Ficamos os dois num só
Nesta guerra de prazer
Chegando a adormecer
Perante tal alarido
Quase sempre sou vencido
Nesta luta de nós dois
Esperando que depois
Do vento venha a bonança
Será com esta lembrança
Que visto a pele de bombeiro
Para ser sempre o primeiro
Em socorro da tua chama
Quer seja de pé ou na cama
Na carpete ou na parede
Irei saciar essa sede
P`ra me tornar um herói!

AUTOR MANUEL JOÃO CRISTINO

quarta-feira, 6 de julho de 2011

MISCELÂNEA DE AMOR E DESEJO

Neste mundo, que não conheço bem
Observo-te, com meu olhar real
E penso que podia ser tudo
Para tudo, ser teu também
Queria ser, o imenso oceano
Para te sentir, esvoaçar em mim
Suportar tua agressão
Só para te poder beijar
Queria ser, jardim multicolor
Com as mais, variadas flores
Contigo no centro da atenção
Queria ser, um rio perfumado
Para inundar teu corpo
De alma pura e nua
A deslizar em mim, suavemente
Queria ser, um livro de poesia
Contigo na minha capa, estampada
E em cada página minha, tua rubrica
Lavrada, com a pureza dos teus lábios
A esboçar teu doce e único sorriso
Queria ser, o centro do paraíso
O grito enternecedor, da revolta
Sucesso, da mais nobre canção
Voz, do mais inédito poema,
De puro e verdadeiro amor
E receptor, da pureza e verdade
Com um púlpito, a ti reservado
Onde o teu brilhar
Seja eternizado

AUTOR MANUEL JOÃO CRISTINO

terça-feira, 5 de julho de 2011

TENHO ROSAS DE MUITA COR

Em meu redor á um jardim
Á um vasto lençol de flores
E eu no centro sou o jasmim
Que inebrio meus amores

Tenho rosas de muita cor
Com perfume a natureza
Que ofereço ao meu amor
Em momentos de surpresa

São umas da cor do mar
Outras mesmo da tua cor
Que parecem o teu olhar
Procurando um novo amor

Minhas flores silenciosas
Falam de ti tão baixinho
Que só escuto aquelas rosas
A quem dou muito carinho

AUTOR MANUEL JOÃO CRISTINO

domingo, 3 de julho de 2011

NÃO VIVI NÃO TIVE VIDA

Tudo quanto vivi foi… Em pensamento
O bem da vida… Só me olhou e sorrio
Como folha… Que caio ao vento e sumiu
Como esperança… Lançada ao lamento

Nómada e solitário… Ao desalento
A vida em meu redor… Sempre fingiu
Levou-me ao… Descontrole e desvario
Onde o meu bem estar… Foi só tormento

Sem mais horizontes… Por desbravar
Nem noites…Propícias para sonhar
Resta-me recordar… O meu sofrer

Nunca te falarei…De despedida
Pois como não vivi…Nem tive vida
Certo será…Que eu nunca…Irei morrer

AUTOR MANUEL JOÃO CRISTINO

ANONIMO AMOR

Chegas-te… Mesmo a tempo… Ao mundo meu
A este mundo… Onde á tempo… Não te via
Com teu regresso… Veio-me esta alegria
Ao sentir-me a… Viver no mundo teu

Teu nome anónimo… Já me prendeu
Nessa tua prisão… Á muito… Que eu vivia
No teu anonimato… Havia a tua magia
A quem meu coração… Já se rendeu

Trago no meu sangue… Poemas rimados
Que no teu ser me foram… Inspirados
Julgando-te dona… Do meu jardim

Quero então… No teu colo me aninhar
E ao teu ouvido… Quero-te segredar
P`ra te dizer… Que tu… Vives em mim

AUTOR MANUEL JOÃO CRISTINO

sexta-feira, 1 de julho de 2011

AMOR DECLARADO

Quero-te agora… Como minha amada
Pois á muito que te julgo… O meu amor
Vejo as tuas chamas… Sinto o teu calor
E desde ai… tu és a… Minha desejada

Tu és a Rosa purpúrea… desprezada
Querendo oferecer… Esse teu amor
A quem te reconhecer… O valor
Da mais pura rosa… Subestimada

Quando passas na rua… Sigo-te os passos
Querendo prender-te logo… Nos braços
Como jóia… Valiosa… De estimação

Eu vivo neste sonho… De te amar
O teu coração… Poder conquistar
P`ra dos dois… Eu fazer… Meu coração

AUTOR MANUEL JOÃO CRISTINO