quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

LANÇA-TE NOS BRAÇOS DA LUA

Rompe com a solidão
Expõe-te á janela
Desafiando o silencio
Rasga o breu da noite
Com tuas meditações
Ouve a linguagem dos astros
Contempla o Céu e as estrelas
Lança-te, nos braços da lua
Dá-lhe teu corpo íntimo
Como troféu
Para venerar os Deuses
Que te exigem a intimidade
Dorme na cama das Virgens
Ao som do musical natureza
No silencio do mar revolto
Onde o grasnar das gaivotas
Desperta o sol que se levanta
Para te beijar e afagar o rosto

AUTOR MANUEL JOÃO CRISTINO

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

SUO NOMADA SOU CIGANO

Nos segredos da noite… Eu divaguei
E ao som dos tambores… Andei cantando
Para enganar meu sono… Andei penando
Por este mundo vil… Que sempre amei

Como criança do mundo… Caminhei
Numa caravana… Vagabundeando
Na dureza da vida… Vegetando
Neste errante mundo… Que eu encontrei

Fui sou e serei nómada… Sou cigano
Sou igual a ti…Ó senhor!!! Sou ser humano
Ninguém me vai domar… Nem na prisão

Vagueio ao som dos tambores… Livremente
Cumpro as leis e regras… Da minha gente
Que sempre viveu… Sem tecto e sem pão

AUTOR MANUEL JOÃO CRISTINO

domingo, 25 de dezembro de 2011

PEDIDO AO PAI NATAL

O meu Deus… Que és o dono da bondade
Acompanha-me sempre… Em meu caminho
Para que nunca… Me sinta sozinho
Dá-me a tua companhia… Traz-me a verdade

Oh meu Senhor… Meu raio de claridade
Toca-me… Com tua luz e o teu carinho
Dá-me a beber teu sangue… Feito vinho
Que eu bem preciso… Da tua caridade

Ando á muito… De ti desencontrado
Já perdi a juventude… Estou cansado
Sem ti… Minha vida não tem sentido

E como vós perdoais… Quem está errado
Quero com o teu perdão… Ser perdoado
Te imploro… Como pobre arrependido

AUTOR MANUEL JOÃO CRISTINO

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

NAUFRAGUEI NO MAR DA ILUSÃO

Naveguei em mar revolto… Andei perdido
Para encontrar sossego… Na tua paz
Naveguei para frente e… Para trás
Sem minha róta… Me fazer sentido

Da esperança… Vivi desiludido
Sem pilotar meu navio… Por incapaz
Naveguei por mares… De coisas más
Sempre a lutar… P´ra nunca ser vencido

Nos mares que naveguei… Plantei rosas
Em suas ondas pintei… Sereias formosas
Gritei bem alto… O nome de Marinheiro

Implorei aos Céus e…Falei com Jesus
Vesti o meu burel… Ostentando a Cruz
E rezei ao meu Deus… Nosso timoneiro

AUTOR MANUEL JOÃO CRISTINO

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

AMAR SIM MAS SABER AMAR

No silêncio da natureza… Eu penso
Suspiro e lamento… Brotando amor
Aos teus dotes de mulher… Bebo a dor
Deste meu mal crónico… Que não venço

Em segredo á muito… Que te pertenço
Só que o secretismo… Perdeu valor
Perante a… Liberdade e o despudor
Neste mundo… Tão gigante e tão intenso

Um amor verdadeiro… É transparente
Já que filhos do amor… São toda gente
Mesmo se no seu percurso… Abortou

Amar, fazer amor…É ser perfeito
Amor ou amar… Se faz do mesmo jeito
E da forma… Que Deus nos ensinou

AUTOR MANUEL JOÃO CRISTINO

domingo, 18 de dezembro de 2011

P´LO TEU AMOR TUDO FAREI

Em desespero… Eu cedo ao coração
Porque já te guardo… Em vitrais dourados
Espelhos… De passados retratados
Ou brasido… Duma nova erupção

Vou mantendo desejos… De ficção
Deste amor… De sonhos tanto sonhados
Que lá no Céu… São preces de pecados
Onde eu sou pecador… Sem solução

Oh Rainha dos Céus… Flor do meu jardim
Tormentas ciclónicas… Sem ter fim
Tragam-me… Tela branca de pintar

Pintarei a tua imagem… Mas sem fingir
Que se teu amor… Eu nunca conseguir
Mesmo em tela pitada… Te vou amar

AUTOR MANUEL JOÃO CRISTINO

sábado, 17 de dezembro de 2011

O QUE SOBRESAI EM TI É SEDUÇÃO

Há no teu olhar sedutor…Uma atração
E na tua expressão…Tanta vaidade
Que me faz transbordar… Esta saudade
Quando sinto…O bater do coração

Tudo que sobressai em ti… É sedução
Que me atinge… Sem nenhuma piedade
Quando sonho os teus beijos… De maldade
Eu me deixo iludir… Em confusão

Vivo como qualquer pobre… Ou mendigo
Sabendo… Que sem teu amor não consigo
Alcançar a minha coroa… De rei

Apenas só tu serás… Minha saída
Jogo nas tuas mãos… Toda a minha vida
Depende de ti… Aquilo que eu serei

AUTOR MANUEL JOÃO CRISTINO

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

AUSENTE DE TI NÃO POSSO VIVER

Fecho-me no silêncio… Do meu dia
Escutando… A tua voz tão musical
Que julgo verdadeiro… Recital
De minha nobre… Modesta poesia

Enches minha tristeza… De alegria
Paras a minha dor… Curas meu mal
Estrela… De nobreza universal
Onde reina… A pureza da magia

Tua imagem… Reflecte no meu olhar
Ande minha vida… Por onde andar
Seja na luz nas trevas… Ou no breu

Ausente de ti… Não posso viver
Será junto a ti…Que quero morrer
No dia…Que fores minha e eu for teu

AUTOR MANUEL JOÃO CRISTINO

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

ARQUIVOS E REGISTOS

Quem não tem… Na memoria bem gravado
Recordações… De amor e de paixão
Convicções falhadas… Desilusão
E a revolta… De saber que é enganado

Pois eu tenho… Meu arquivo bem guardado
De escritos e ditos… Que já lá vão
Dentro do peito… Trago ódio e aversão
A tudo que renega… Meu passado

Bem guardados… Só trago sentimentos
São restos… São fanicos ou fragmentos
De rabiscos… Por mim bem pesquisados

Tenho em meu arquivo…Recordações
Alegrias… Tristezas… Desilusões
Das vitórias e os planos… Fracassados

AUTOR MANUEL JOÃO CRISTINO

domingo, 11 de dezembro de 2011

TUA ESCULTURA ME FAZ PENSAR

Ao ver os teus cabelos… Esvoaçando
Recorda-me… O teu jeito de encantar
E essa tua escultura… Faz eu pensar
Como te descrever… Ando cismando

Não vendo o teu rosto… Fico pensando
Em prender-me… Ao teu charme… Num olhar
Esconder meu sofrer… Por te adorar
E tudo que por ti…Vivo sonhando

Nada me faz parar… Nesta ilusão
Impulsos… Do meu próprio coração
São doença… Natural incontrolada

E o tempo decorrente… Irá provar
Que todo coração… Querendo amar
É portador de doença… Desejada

AUTOR MANUEL JOAO CRISTINO

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

POR TE CRER TANTO PERDI

Julguei-te sempre minha… Eternamente
Com sonhos… Mal sonhados que sonhei
No tempo que passou… Nunca pensei
Que a gente… Nunca é dono doutra gente

Já hoje… Meu sonhar é bem diferente
Confesso… Que a mim próprio me enganei
Com meus sonhos… Paternais que invoquei
Fiz da tua liberdade… Um ser ausente

Por te crer tanto assim… Tudo perdi
Foi de sonhos e utopias… Que vivi
Neste mundo… Por mim idealizado

Realizei projectos… Em minha mente
Julguei-me o poderoso… O mais valente
Nesta cegueira… Deste mundo errado

AUTOR MANUEL JOÃO CRISTINO

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

NA CIDADE A NOITE NÃO DORME

Na cidade… A noite nunca adormece
Corações perdidos… Buscam seu par
Vão por becos e vielas… Namorar
Na sombra da noite… Quando escurece

Momentos que a noite… Nos oferece
Como erupção vinda… Do verbo amar
Onde as emoções… Vêm desabafar
Confidencias á noite… Que não esquece

Momentos de exibição… Ou de ternura
Que escondem… Muitas vezes amargura
Nas lágrimas… Do sorriso a fingir

As horas passadas… No breu e no luar
Sabem todos… Que só vão terminar
Quando o atrevido sol … Nos descobrir

AUTOR MANUEL JOÃO CRISTINO

domingo, 27 de novembro de 2011

ESTREMEÇO QUANDO TE OUÇO

Tua voz doce e meiga… Me contagia
Quando fala… Sua língua mais singela
E torna-se mais…Musical e bela
Em cadência…De pura sinfonia

Ouço-te… Em paz de espírito e harmonia
E de olhos fechados… Te pinto em tela
Uso a tua doçura…Como aguarela
Vivendo no meu mundo…De alegria

Da beleza sonora… És grande expoente
Tuas ondas sonantes…Prendem a gente
Com formas de pureza…Natural

Vivo a contemplar-te… Por te adorar
E digo que é Deus…A ter de explicar
A razão…Porque te fez tão especial

AUTOR MANUEL JOÃO CRISTINO

QUERIA SER MEU PENSAMENTO

Eu próprio…Queria ser o pensamento
Para mais facilmente…Te abraçar
E sem palavras… Te poder amar
Afastando de mim… O sofrimento

Queria ser… Como o luar em movimento
Ser a mais pura flor… A de encantar
Figura mítica… Em qualquer altar
Ser a paz serena… Do teu lamento

Ah! como eu queria ser…O Céu estrelado
Manter o teu caminho… Iluminado
E dar-te de presente… A terra e o mar

Penso como ser Deus… Ser o teu guia
Ser teu sol privado…De noite e dia
Para em ti… Me fundir e m`encantar

AUTOR MANUEL JOÃO CRISTINO

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

CRONICA SAUDADE

A saudade
Me invadiu
E ficou a viver em mim,
Saudade dos beijos que te dei,
Em momentos que te olhei,
Saudade, do prazer que te dava
Com minhas mãos abeis,
Sem ao menos te tocar,
Saudade das noites
Passadas contigo,
No meu quarto de ilusões,
Saudade das lágrimas vertidas,
Deslizando dentro de mim,
Em cada rima, dos versos
Que te dediquei,
P´ra me tornar poeta,
Saudades do prazer dividido,
Só em sonho alcançado,
Saudade dos suspiros,
Dos ais e dos gemidos,
Que imaginava ouvir-te
No silencio da noite,
Sem saber onde tu estavas,
Sem saudade da tua ausência
E distancia prematura,
Que hoje são a causa
Do lamento e da loucura,
Da minha saudade crónica,
Que persiste, sem ter cura!!!

AUTOR MANUEL JOÃO CRISTINO

terça-feira, 25 de outubro de 2011

ABRIU-SE A PORTA DA PRISÃO

Chegou o amor que me faltava
Nasceu dum sonho imperfeito
Desta vontade desgarrada
Que fez do meu peito um brasido
Ao ver-te a olhar p´ra mim
Nessa expressão de entrega
Que interiorizei sem fim
Chegaste com o vento
Suave e manso
Poluíste o ar que respiro
Com teu perfume de amor
Respirei-te, toque-te beijei-te
Entrelaçado, entre braços
E mistura de beijos
Soltei um grito de silêncio
Entre gemidos e palavras obscenas
Pesou-te e tu me pesos
Nos envolvemos
E balbuciamos palavras
Pensadas não ditas
Atmosfera de deleite e prazer
Musical de amor
Nunca antes vivido
Momento indescritível
Abriu-se a porta da prisão
Dos sentimentos oprimidos
Libertou-se a vontade de amar
Odores perfumes de prazer
Foram lançados no ar
Contrastes, movimentos e danças
De momentos inebriantes
Ânsias, descontrole, puxões
Carícias, apertões, palavrões
Sensualidade e virilidade
Que brindamos
Com o cálice amargo
Do amor inexperiência

AUTOR MANUEL JOÃO CRISTINO

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

SONHOS MAS IRREAIS

Num breve sonho eu sonhei
Que á Virgem Maria falei
Junto a Deus omnipotente
Deus Pai estava sentado
Por Jesus assessorado
Seu filho omnipresente

Perguntei ao Deus menino
P´ra me falar do destino
Depois da vida acabar
Olhou-me e disse a sorrir
Quem a luz de Deus seguir
Vai rumo ao eternizar

Sem saber lá fui andando
Por todo o altar fui rezando
A Deus prestei homenagem
De joelhos junto ao altar
Pedi-lhe no Céu um lugar
P´ro fim da minha viagem

Depois cantei p´ra Jesus
No palco da grande luz
Do condado Celestial
Cantei pedindo a rezar
Para Deus nos vir salvar!
E livrar de todo o mal

Louvado sejas Senhor
Abrigo do pecador
Juiz do bem e do mal
Protector do moribundo
Pintor que pintou o mundo
Rei do reino universal

AUTOR MANUEL JOÃO CRISTINO

domingo, 23 de outubro de 2011

ESQEÇAM O TEMPO QUE PASSOU

Não façam conta…Ao tempo que passou
Que o prazer de viver…Não tem idade
Mesmo este tempo…É pura falsidade
Na corrida e meta…Que nos legou

Pergunto quem foi…Que o tempo inventou?
Juventude…Velhice e mocidade
Divisão injusta…Da desigualdade
Como o tempo…Sempre nos provou

Nós vamos andando…Mesmo parados
E neste tempo…Vivendo enganados
Como qualquer um ser…Que não tem vida

Nós não paramos…Ao longo da viagem
Subimos na vida…Mas de passagem
P´ra depois…Sucumbirmos na descida

AUTOR MANUEL JOÃO CRISTINO

sábado, 22 de outubro de 2011

PRECIPÍCIO DE AGUA LIVRE

Debaixo de ti… Me deixo afundar
Para tocar…Teu rochedo sensual
Esquecendo-me do mundo…Virtual
P´ra poder apreciar em ti…O Céu e o mar

Quadro natural…Que me faz pensar
No reflexo do sol…Como um vitral
Que te dá…Essa pureza natural
De ser o paraíso…Do verbo amar

Teu tilintar…Parece melodia
Não para de tocar…De noite e dia
No reflexo da luz…De sol ou luar

Tu és da natureza…Nobre canção
A mais pura melodia…De atração
Que este mundo…Deseja ouvir cantar

AUTOR MANUEL JOÃO CRISTINO

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

DESCRENÇA

Descrença… Também tem seu matutino
Descrente é ter coração… Que contesta
Da contestação… Fazer a sua festa
E do descrédito… Fazer o seu hino

Contestar… O fanático e… Peregrino
Crónica doença… Que no mundo infesta
Desacreditar…É quanto lhe resta
Para denegrir… O mito divino

Falar, pregar, já é velha… Tradição
Que desde a politica… Á religião
Todos querem… O povo conquistar

Com tanta injustiça… Tanta desgraça
O mito de Deus justo… É uma farsa
Que o povo só vendo… Irá acreditar

AUtOR MANUEL CRISTINO