terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Eu já vi multidões enfurecidas

Eu já vi multidões, enfurecidas
Rugindo contra tantos, malfeitores
Assim como os oceanos, destruidores
Quando roubam, e matam tantas vidas

Vi tantas coisas, assim parecidas
Lutando, contra a praticas do mal
Tendo na violência, toda espiral
Usando de suas forças, desmedidas

Em todas essas lutas, aguerridas
Onde a força, foi sempre a vencedora
Ninguém teve força, para enfrentar

Ás multidões da força, uma mensagem
Que ao fraco condenado, aja a coragem
Para morrer, em silencio a gritar

AUTOR
MANUEL J CRISTINO

É hora de eu perguntar

É hora de eu perguntar
Se te ando a perturbar
Com a minha poesia
Pode até que meus poemas
Vão-te causar problemas
Em vez de dar alegria

Mas se isso te acontecer
Vais tu ficar a sofrer
Pelo meu atrevimento
Então tu diz-me a verdade
Que eu com minha humildade
Suspendo teu sofrimento

No momento que te vejo
Sinto de novo o desejo
De muito mais escrever
Mas tu com essa nobreza
Vais-me dizer conserteza
Como eu devo fazer

És fonte de inspiração
De uma grande dimensão
De mulher e coragem
Que posso mesmo afirmar
Nunca mais vou encontrar
Alguém á tua imagem

AUTOR
MANUEL J CRISTINO

Apanha-me aquela flor

Apanha-me aquela flor
Que alem vai a caminhar
Leva depois ao jardim
P`ra ficar no seu lugar

Fugiu do meu coração
De dentro do meu jardim
Que guardava no meu peito
E agora fugiu de mim

Correrei a vida inteira
P`ra minha flor apanhar
Depois de ser apanhada
Eu levo-a ao seu lugar

Sei que é muito especial
Tem perfume de mulher
E voltará a ser minha
No momento que quiser

Eu perdi a flor mais linda
Das flores que á no mundo
O meu jardim não tem vida
É um poço sem ter fundo

Guardo-te sempre o lugar
De flor de estimação
No canto do meu jardim
Junto do meu coração

AUTOR
MANUEL J CRISTINO

Os teus olhos são brilhantes

Os teus olhos são brilhantes
O teu rosto encantador
Os teus lábios cativantes
São donos do meu amor

És estrela a cintilar
Flor endémica vestida
És perfume de inalar
Duma fruta apetecida

Tu és melodia de amor
Para quem quiser tocar
És poema e eu sou autor
Para quem quiser cantar

Durante o dia és flor
Fugida do meu jardim
Á noite sonho de amor
Vivendo dentro de mim

AUTOR
MANUEL J CRISTINO

na tua cara eu bem vejo

Na tua cara bem vejo
Um verdadeiro jardim
Nos teus olhos um desejo
Que nunca chegar ao fim

Teu sofrimento se lê
No brilhar dos olhos teus
Mas por certo ninguém vê
Aquilo que vêm os meus

No teu jardim tudo brilha
Menos a felicidade
Que por certo não partilha
Dum amor com lealdade

No teu jardim florido
Falta ternura e amor
Falta-te um amor proibido
Para te dar mais valor

Pensa na libertação
Rasga águas doutras barras
Liberta o teu coração
Dessas ferozes amarras

AUTOR
MANUEL J CRISTINO

Sinto a ância e desespero

Sinto a ncia e desespero,
Se apoderarem de mim,
Desejo chegar a casa,
E juntar-me a ti,
Fazer a mais rápida
De todas as viagens,
De sonho e realidade,
Deitar-me contigo,
Afagar teu corpo
A beijar a tua sensualidade
A inalar teu perfume natural,
De teu ser femenino
Desnudar-te livremente
Como antes eu fazia,
Sentir os pesadelos a sair de mim,
E levar consigo meus tormentos,
Transformando-os, em flores
Da cor de rosas puras,
Rosas brancas, da cor da paz
Ou da cor incógnita do amor,
Dormir abraçado a ti e sonhar,
Inalar de novo o teu perfume desnudado
Até me sentir embriagado
E sempre abraçado a ti,
Viajando a noite inteira,
A balbuciar o teu nome,
Contigo entre meus braços,
Rumo á nossa felicidade!

AUTOR
MANUEL J CRISTINO

Em nome da religião

EM NOME DA RELIGIÃO
ANDAM POR AI A MATAR
FALANDO EM NOME DE ALA
P`RA TUDO JUSTIFICAR

A Religião é uma doença
Comum a muitas pessoas
Julgam-se as únicas boas
A respeitar sua crença
Usam Deus como sentença
Em qualquer ocasião
Só vingança é seu perdão
Mesmo que inclua a morte
Chamam á desgraça sorte
Em nome da religião

È tal seu fanatismo
Que ligam bombas á vida
Para esta ser destruída
E provocar o abismo
Vejam bem este civismo
E o que fazem p`ra reinar
Com o inocente a pagar
Por causa de mafiosos
Que em nome de religiosos
Andam por ai a matar

A medida que o tempo passa
Fica o mundo mais gago
Porque nem Deus nem diabo
Acaba esta desgraça
Pondo fim a esta raça
Que de á tempos para cá
Fala que tudo fará
Para o mundo dominar
Mesmo que seja a matar
Falam em nome de ala

É difícil de entender
Mesmo a muito muçulmano
Porque há tanto tirano
Que anda a matar e a morrer
Que o mesmo será dizer
Que a vida tem que acabar
No mundo em todo lugar
Acabou a segurança
Matam por pura vingança
P`ra tudo justificar

AUTOR
MANUEL J CRISTINO