sexta-feira, 8 de abril de 2011

não conheço beleza como a tua

Nas asas do pensamento, já voei
Planando, a beleza do corpo teu
Por onde naveguei, julgando meu
Esse corpo, de Sereia que sonhei

Na tua nudez perfeita, reparei
Á qual meu coração, já se rendeu
A essa escultura tua, se converteu
Para saciar meus desejos, te adorei

Prefiro sucumbir, que não sonhar
Que os meus desejos, eu posso alcançar
Junto de ti, ó querido, amor-perfeito

Não conheço beleza, como a tua
A mais escultural, de mulher nua
A mais apetecida, do desejo

AUTOR MANUEL JOÃO CRISTINO

sensualidade

Sinto a beleza da tua pele
Deslizar sobre o meu rosto
E a sensualidade dos teus seios
Sobre o meu corpo terno
Ah, escultura humana
Estatua nua, de Mulher
Vulcão, de desejos em chama
Ah, chama da Natureza
Irmã da minha
Que só eu, Homem, entendo
E posso apagar!

AUTOR MANUEL J CRISTINO

segunda-feira, 4 de abril de 2011

minha vida é poema mal conseguido

Minha vida é poema, mal conseguido
Estrofe sem rima, correspondente
Balada que em mim, é tão diferente
E onde nada pode, ser corrigido

Tanto poema lindo, que tenho lido
Noutras vidas, pertença de outra gente
Vivo o poema da vida, amargamente
Até que por ela, seja vencido

Não rima, não bate certo, o meu poema
Falta-me, o poema amor, mais seu dilema
Para rima e métrica, bater certo

Agora, resta-me apenas saber
Quanto tempo mais, terei que dizer
Vivo de amor ausente, num deserto

AUTOR MANUEL JOÃO CRISTINO

leio o livro do teu ser em pensamento

Leio o livro do teu ser, em pensamento
No teu olhar, leio vírgulas de, poesia
Na tua voz, leio teus sons, de sinfonia
Já que no sorriso, leio o teu talento

Na tua doçura, eu leio teu sofrimento
E em tuas palavras, leio tua alegria
A escrever e a sonhar, de noite e dia
muitas vezes, leio até teu desalento

Leio-te, na expressão e forma, que é a tua
Leio assim, tua alma pura, vestida ou nua
Como nobre Rainha, coroada Doiro

Vou ler tuas páginas, sem me cansar
Para que algum dia, te possa chamar
De minha enciclopédia, meu tesoiro

AUTOR MANUEL JOÃO CRISTINO

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Por tanto pensar em ti, ando perdido

Por tanto pensar em ti, ando perdido
Sonho ansioso, de um dia te conhecer
Já te julgo a razão, do meu viver
A razão, do meu sonho, adormecido

Por culpa tua, vivo louco, esquecido
Só de sonhar contigo, podes crer
Vivo a folhear, o livro do teu ser
Declamando, romances ao teu ouvido

Sentimento de amor, é coisa incerta
Que qualquer coração triste, desperta
O julgamento, que reside em mim

Só a sonhar contigo vivo feliz
Sonhei-te no meu reino Imperatriz
E até como a vida, és princípio e fim

AUTOR MANUEL JOÃO CRISTINO

quarta-feira, 30 de março de 2011

ÉS LAGOS CIDADE EXPOENTE

ÉS LAGOS CIDADE EXPOENTE
ONDE TUDO É RECORDADO
TENS A BELEZA PRESENTE
Á PARTE DO TEU PASSADO

Cidade antiga de historia
Que o mundo não vai esquecer
Quem duvida venha ver
Como alcançou toda a glória
Se não me falha a memoria
Foste a mais irreverente
Deste velho continente
De tão nobre marinhagem
Desses homens de coragem
És Lagos Cidade expoente

Ó Lagos a tua grandeza
Que nunca encontrou rival
Foi na Historia universal
Uma Rainha Portuguesa
Tu tens raça e tens beleza
Com teu perfile bem vincado
Fostes a coroa do reinado
De um povo em expansão
És orgulho da nação
Onde tudo é recordado

Eu julgo-te a catedral
Desta costa Algarvia
És progresso no dia a dia
Da beleza és capital
Com praias e bom areal
E teu clima diferente
Orgulho de toda gente
Com grutas e monumentos
E mesmo noutros inventos
Tens a beleza presente

Com Sagres foste casada
Quem vos casou foi o Infante
Esse ilustre navegante
Que comandou nossa armada
Divulgou a Pátria amada
Ao mundo mal informado
Teu nome hoje é divulgado
Em praças universais
Onde te quero ver mais
Á parte do teu passado

AUTOR MANUEL JOÃO CRISTINO

Á TANTO TEMPO QUE TE ESPERO AMOR

Á tanto tempo, que te espero amor
Com teus lábios doces, com que me prendes
E braços esculturais, que me estendes
A brotar de ti, esse perfume a flore

Em mim, tudo é suspiros e fervor
E músculos de amor, a que te rendes
Aos meus sátiros beijos, tu te prendes
A roubar ás flores, o seu esplendor

vejo nos teus olhos, paixão ardente
Entreabertos, a rir, tranquilamente
Como a flore, que quer desabrochar

És como a rosa brava, alegre e pura
Que sorri, sua pureza de bravura
Enquanto, todo o mundo, a vem beijar

AUTOR MANUEL JOÃO CRISTINO